Terça-feira, Janeiro 04, 2005

Rebelde

Verde
Verde
Verde
Verde, como só o verde consegue ser.
Tenho cá as minhas dúvidas se algum dia irei amadurecer.

Ontem morreu Manel Fosquinhas

Faleceu um homem simples
Foi de noite que morreu o Fosquinhas.
Vivia na zona norte de Coimbra
E foi lá que fechou os olhos pela última vez.
Diagonosticaram um cancro na cabeça,
Mas as más línguas do bairro disseram que a culpa era da bebida,
A familía culpava o gás da fábrica.
Mas eu acho que a culpa era do vazio.
Aquele vazio que cresce dentro de nós e que escurece o íntimo.
Ultimamente o Manuel já nem comigo falava.
Grunhia umas coisas sem sentido e sentia-se revoltado com tudo.
Foda-se, eu acho mas é que ele foi-se.
Acho é que ele desistiu de rir.
Não há direito de sermos comprimidos pelos minutos e sofucarmos com o tempo.
Adeus e até logo.

Sábado, Dezembro 25, 2004

Natal 2005

Quinta-feira, Setembro 23, 2004

Voltei

Estou cá de novo;

Voltei de férias e estou mais descansado, vejam lá que até gostei de apanhar algum calor.

Voltei a mergulhar e já nem me lembrava de como era lindo o mundo de baixo de água.

GOSTEI GOSTEI GOSTEI.

Mas o frio é muito bom e as saudades dele eram grandes.

Assim voltei e vou começar mais um ano de delírio sobre o gelo.

EU

Quinta-feira, Agosto 05, 2004

É HOJE

Hoje vou de férias. volto em Setembro.

Vou para sul mas onde está sempre vento.

Camarões para todos

Quinta-feira, Julho 29, 2004

OS MORTOS

Repousam em constante agonia
Emparedados na horizontal
Respiram terra
Cospem o mal
A eternidade é um bem adquirido que os transporta numa viagem longa sem volta
Despedir de um morto é gritar à terra
- COME MAIS ESTE BOCADO DE MIM

CARACÓIS

Os caracóis não são nada mais nada menos que lesmas que tiraram a licença de motorizada e que passam o tempo a circular de capacete a alta velocidade pelos campos.



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Depois de 32 horas de turno seguidas por falta de um colega de serviço.
Vejam bem o que faz o tempo a um neurónio quando teima em não passar.

CORPOS

EXÓGENOS
Seres que ocupam o espaço exterior com funções de tortura do recipiente.

ENDÓGENOS
Os outros que estão no interior e que se limitam a esquartejar sempre que podem o recipiente.

RECIPIENTE
Amontoado de sangue e de carne que luta para sair ileso das guerras constantes.


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Obs. algumas horas depois do outro

SALTAVAM EM ARCO

- Crescer;
Objectivos comparados com metas mortais.
- Cinzento
Neblina formada com o vapor dos corpos.
- Carne
Massa pungente do anátema.
- Sol
Fogo redondo que queima entranhas e que poupa as couraças.

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Obs. esta nem eu percebo, mas sei o dia e a hora e também sei que tinha traído naquele dia a minha companheira

EU

Irei colocar umas bricadeiras escritas por mim, faz agora aí uns 10 anos.

Não têm pretensões de serem poesia nem prosa, mas sim divagações da minha cabeça, principalmente por naquela altura tinha que estar (por motivos profissionais) muito tempo só.

Na sua maioria são as curtas porque as maiores são de índole muito pessoal (falam sobretudo em paixão e amores desse tempo e por isso não me revejo nelas), quanto às que vou colocar essas são sempre actuais, pois como não preciso de drogas nem de bebida para alucinar, ainda me revejo nelas todos os meus companheiros, bem como, a todos os meus neurónios confusos daquela altura.

Acho que estas confissões ajudam-me pelo menos a sorrir.

Do frio para vocês.

Quarta-feira, Julho 28, 2004

Não sei o que te dizer

Primeiro que tudo obrigado pelo elogio, considero-me uma pessoa de sorte por ter alguém que considera que cobrir-me de mil beijos é um prazer.

Mas continuo a achar que mil beijos muito beijo, aí para os 56 já estava cansado de tanto beijo.

Além disso o que é que uma pessoa faz depois de mil beijos????

Fisioterapia facial?

Ou não fala nada nos próximos três dias, desafio a dar no ar pelo menos cem beijos e depois digam-me se tenho razão ou não.

Imerso em frio, beijos para todos.

Terça-feira, Julho 27, 2004

como eu gostava.............



Cavalgar por entre ti, sentir o teu frio na cara.

Acariciar o teu cheiro e adormecer com o som do vento.

Ontem entrei em paranóia e não via onde terminava o branco, fui ter com ele e aconselhei-me e fiquei convencido que teria novamente de partir. Mais uma vez e sempre só.

É engraçado ter tanta gente à nossa volta e ninguém nos ver (ou pior, entender).

A questão é se estou espiar pecados passados ou alimentar fantasmas futuros.

É como querer dar dar um beijo e ter a certeza da pureza do acto, sem nada mais, e toda a gente conseguir ver o mal do mundo nele.

Quanto a ti minha amiga digo-te: não são mil que valem, basta um para fazer sorrir.

Hasta manhana

(a ilustração é de um jogo - SIBERIA)